Geodésica como um traço do lindo

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Por Leandro Lopes
Fotos: Bambuzeria Cruzeiro do Sul

Uma vez se pichou em um muro alto, branco, uma frase gritante: “Inventar aumenta o mundo”. E, se é verdade que esse mesmo inventar, inventou o concreto, o cinza, é dele também a responsabilidade das coisas belas, dos verdes e azuis. Uma geodésica, por exemplo. Não há de existir coisa mais impressionante que isso. Uma geodésica é sonho realizado daquela cabana mal construída da infância. É a concretização, sem concreto, da mania de se dar formato de beleza a coisas simples. E, no Festival de Inverno da UFMG, pode-se.

Essa talvez seja a proposta de Maria Cecília Alves: inventar um mundo bonito. A arquiteta é a coordenadora do GT “Malocas e Construções em Bambu”, onde, entre outras coisas, os participantes irão construir uma geodésica de dez metros de diâmetro para comportar atividades que acontecerão durante o Festival. Será um traço do lindo no meio do Campus Pampulha que, aliás, oferece a matéria-prima. “Vamos colher o material nos bambuzais existentes na universidade, de modo a promover uma ocupação do espaço”, afirma Maria Cecília.

O trabalho do GT consiste em três etapas: “bambuzeria, costura e montagem”. No primeiro momento, os participantes trabalharão o tratamento, imunização, encaixes, manuseio de ferramentas para serrar e furar os bambus. “O GT também produzirá a cobertura de tecido da geodésica”, afirma. Depois, partirão para a instalação da estrutura. “Os participantes contribuirão para definição da locação da geodésica e na elaboração de soluções para possíveis imprevistos. Também terão responsabilidades em relação à organização do canteiro de obras, trabalho em equipe e divisão de tarefas”, detalha.

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Além disso, trabalhar com bambu é realizar um processo de educação ambiental. “O bambu é apontado como a matéria-prima do futuro e pode se tornar uma grande solução para o problema da devastação de florestas. O bambu, por suas características reprodutivas e hábitos de crescimento, com manejo adequado, pode ser largamente cultivado sem causar impactos ambientais. É eficiente na recuperação de áreas erodidas ou sujeitas à erosão, bem como para a contenção de encostas e recomposição de matas ciliares”, afirma Maria Cecília, baseada em um texto de Lúcio Ventania.

O GT “Malocas e construções em bambu” começa no mesmo dia que os 12 selecionados serão divulgados: dia 30 de junho. Para saber detalhes do GT e sobre as inscrições, acesse: https://46festivalufmg.wordpress.com/inscricoes.

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