Cine Ocupação: vídeo como agregador simbólico nas lutas e negociações políticas

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Por Leandro Lopes;
Arte: Izabel Nagib.

O grupo de trabalho Cine Ocupação vai oferecer aos participantes uma formação inicial no uso e manuseio de câmeras de vídeo e equipamentos de áudio. Porém, a maior experiência poderá ser, na visão dos coordenadores, aquela que diz respeito a novas formas de percepção.

“Os participantes, ao voltar-se para o lugar onde moram, a fim de retratá-lo com a câmera, olharão com outros olhos aspectos rotineiros e sistematizarão muita coisa já naturalizada”, afirma Carolina Canguçu, coordenadora do GT. Para ela, os envolvidos na atividade poderão, por exemplo, se apropriar dos vídeos para potencializar discursos políticos que envolvam questões como a luta por moradia. “A sensibilidade necessária para tratarmos das ocupações virá, portanto, dos próprios moradores que irão retratá-la”, diz.

O GT tem como público-alvo jovens residentes de ocupações da região metropolitana de Belo Horizonte, o que abre caminhos para um trabalho no sentido de aprimorar a consciência, potencializar demandas e sistematizar questões políticas por meio do audiovisual. “O vídeo pode ser, ao longo do tempo, uma importante ferramenta para visibilidade das necessidades e demandas das ocupações de Belo Horizonte, servindo como agregador simbólico nas lutas e negociações políticas, como arma de denúncia e também como poesia”, afirma Canguçu.

O GT acontece entre os dias 18 e 26 de julho, das 14h às 18h. São 20 vagas e as inscrições devem ser feitas até o dia 13 de julho. Para saber mais, acesse: https://46festivalufmg.wordpress.com/inscricoes/

CAMPANHA
Parte do que será ensinado para os jovens durante o GT representa também um primeiro passo para suas produções independentes. Porém, para viabilizar essas produções, é preciso possibilitar as ferramentas. Por isso, o GT Cine Ocupação criou uma campanha de doação de equipamentos. Afinal, quem não tem uma câmera velha na gaveta? Câmeras de vídeo (HD, HDV, mini-dv, VHS, HI8) ou de fotografia, amadoras ou profissionais e equipamentos de áudio como microfones (sorvete, boom, lapela) e gravadores, são muito bem-vindos. Se você tem alguns desses equipamentos ociosos em casa, procure um dos pontos de coleta e ajude a construir o projeto.

Após o Festival, todo o material arrecadado será destinado à Ocupação Eliana Silva, onde será inaugurado um Centro Popular de Comunicação para os moradores.

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