10 dias de como viver junto

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Por Roberto Andrés

O campus da UFMG, inaugurado dois anos depois de Brasília, reproduz a cidade moderna: suas funções são segregadas, a natureza é isolada e protegida, seu meio de locomoção é o automóvel. A espontaneidade, a mistura, a diversidade, o encontro e a troca são minimizados.

Mas há pistas, mesmo em Brasília, de outros modelos de urbanidade. A cidade livre (conjunto de casas, lojas e serviços, toda construída em madeira, que existiu durante a obra da nova capital) foi uma cidade diversa, espontânea e povoada onde depois reinaram os gramados desabitados e as largas avenidas.

Quando assumimos o desafio de fazer o Festival de Inverno da UFMG no Campus Pampulha, me veio à mente a Cidade Livre de Brasília. Como se aquilo que precedeu a nova capital pudesse assombrar agora os espaços funcionais do campus pampulha: hortas, barraquinhas, malocas, bicicletas e, principalmente, gente, junta e misturada.

Durante 10 dias teremos no campus pampulha um laboratório de como viver junto, articulado tanto pela presença daqueles que hoje são excluídos (indígenas, culturas afrobrasileiras, ocupações urbanas, movimentos periféricos) quando por outros modos de estar no território. 10 dias sem carro, com bicicletas compartilhadas, com ônibus grátis, com coleta seletiva e compostagem.

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