Ocupar, partilhar, legitimar: a peleja da verba com o verbo

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Por Israel do Vale;
Foto: Bruna Brandão.

Morro e asfalto. Centro e periferia. Territórios de cidadania. O uso coletivo do espaço público ganha relevo na conversa desta manhã, no penúltimo Encontro Temático do 46º Festival de Inverno da UFMG. Rappers, grafiteiros, dançarinos, poetas, moradores de rua. Duelo de MCs, Praia da Estação, Fica Fícus, Carnaval de Rua, Espaço Comum Luiz Estrela, Tarifa Zero, Assembleia Popular Horizontal.

Belo Horizonte como um vulcão de desejos, em processo de erupção. Uma cidade que já não cabe em si pulsa numa batida diferente da lógica que os governos sabem manejar. E reivindica, nas ruas e gabinetes, a revisão (inversão?) de prioridades nas políticas públicas: uma cidade para as pessoas, não os carros; uma cidade mais afetiva, com decisões que privilegiem os interesses do cidadão, não das empresas.

O encontro está marcado para o Salão Ocre do Restaurante Setorial II, às 10h. Reúne ativistas da Assembleia Popular Horizontal (APH) e alguns dos nomes que estão na linha de frente dos debates e embates que tomaram as ruas da cidade nos últimos anos: Guto Borges, músico e historiador; Joviano Mayer, do Brigadas Populares; Ludmila Zago, psicanalista e professora da Faculdade de Direito da UFMG; Paula Kimo, do Espaço Comum Luiz Estrela, e Sebastião Everton, do Instituto Tucum e Fórum das Juventudes de BH e Região Metropolitana. A mediação cabe ao antropólogo Rafael Barros.

A movimentação começou cedo, emprestando uma nova cadência ao trânsito da cidade, com um Ônibus Grátis embalado por uma versão ambulante do Duelo de MCs.

No período da tarde, os grupos de trabalho seguem com o trabalho de formiguinha de cada dia. A noite começa sob as bênçãos do Descimento da Bandeira do Reinado, às 18h, na entrada da Reitoria. Em paralelo, o Cine Maloca migra da Estação Ecológica, onde previa suas exibições de hoje, para o Bosque da Música, ainda às 18h.

Pelada na rua, batalha de MCs, cinema-camelo. O foco desta noite se volta para “as ocupações e invenções que desconcertam, que embaralham os lugares estabelecidos, que afirmam o que está à margem e redesenham a face do possível”, nas palavras da curadoria Cláudia Mesquita. A programação reúne quatro curtas: “Cine Camelô” (Clarissa Knoll, 15 min), “A Rua é Pública” (Anderson Lima, 10 min), “Rap, O Canto da Ceilândia” (Adirley Queirós, 15 min), “Silêncio, Viaduto em Obras (Gabriel Zaidan e Maria Teresa Moreira, 18 min).

Na sequência, o Bosque da Música (e não mais a Estação Ecológica, como previsto anteriormente) acolhe a Roda de Improviso Mestres e MCs, com o coletivo Família de Rua, às 19h. Um esquenta luxuosíssimo para o encontro dos rappers indígenas do grupo Bro MCs com MC Dodô e DJ Abu. A voz das ruas e das matas reunida. Em defesa dos direitos civis e da utopia nossa de cada dia. Para saber mais desse encontro, acesse o evento no facebook: https://www.facebook.com/events/318163755027333 e convide todo mundo!

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