Relase 3

PROGRAMAÇÃO DO 46º FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG CONVIDA A CIDADE A
TRANSFORMAR CAMPUS DA UNIVERSIDADE EM PARQUE PÚBLICO

Oficinas, shows, palestras, saraus, debates, intervenções, performances, bicicletadas, piqueniques, filmes e rituais estimulam novas formas de partilha e cidadania cultural

O Bem Comum. Esse é o conceito geral que norteia o 46º Festival de Inverno da UFMG, que acontece entre 18 e 26 de julho no campus Pampulha da universidade, em Belo Horizonte, sob o tema Campus, Território Experimental.
A exemplo das duas edições anteriores, realizadas em Diamantina, o festival fecha esta trilogia com uma reflexão sobre questões cotidianas, relacionadas ao pleno exercício da cidadania, como o direito à moradia, os impasses da mobilidade urbana, o protagonismo social na produção e circulação de conteúdo e a necessidade de uma convivência mais equilibrada entre as pessoas e o meio ambiente.
A programação do festival incorpora não apenas um temário que emergiu ou ganhou visibilidade nas Jornadas de Junho, mas também alguns dos coletivos mais atuantes envolvidos em cada um deles.
Nos nove dias do evento, o campus se transforma em um espaço de construção coletiva e colaborativa, um ambiente de intensa troca de experiências em que a universidade será povoada por múltiplas vozes, cantos e línguas, como afirmação da diversidade dos nossos modos de viver em comum.
Os coletivos estão organizados em cinco grupos de trabalho, em torno dos quais são realizadas as oficinas. Campus, Território do Bem Comum pretende pensar as modos de partilhar a vida por meio de ações de reciclagem, mobilidade e construção com materiais alternativos. O GT Casa do Canto (Njó Dya Zuela) reúne manifestações e saberes das culturas afrodescendentes, com direito a cortejo, Missa Conga e Levantamento de Bandeira do Reinado no gramado da Reitoria.
A Grande Assembleia (Aty Guasu) dos Povos Indígenas no Brasil promove encontros com lideranças de todas as regiões do país. O Parque das Imagens se abre como um cinema ao ar livre, mas também como fonte de produção de imagens. E o Ocupa Mídias traz grupos envolvidos na criação de conteúdos para as mais diversas linguagens e janelas de difusão.
Os GTs se reúnem em bloco uma única vez, na data de abertura, o dia 18 de julho. Neste mesmo dia, será realizada a cerimônia oficial de inauguração desta 46ª edição do festival, seguida de Roda de Jongo e uma apresentação das rappers da Liga Feminina de MCs.
O primeiro fim-de-semana do evento alterna cortejos e ritos de matriz africana, durante o dia, e o show do pernambucano Siba, com abertura do DJ Alexandre de Sena, na noite de sábado. Na tarde de domingo, o espaço Resistência Cultural recebe manifestações artísticas variadas, com bloco de carnaval, batalha de MCs, sarau, graffiti e performances, em meio a uma bicicletada e um piquenique.
De 21 a 26 de julho, o festival começa às 9h com um café da manhã coletivo. Em seguida, uma série de encontros temáticos se debruça sobre um vasto campo de assuntos que estão na ordem do dia e impactam a noção de Bem Comum: Mobilidade Urbana, Biodiversidade em Trilhas, Mídias Públicas e Livres, Cultura Urbana e Campus e Cidade.
Na parte da tarde, cada GT se concentra na sua atividade principal. A seleção para a participação nas oficinas realizadas durante o festival recebe inscrições entre 1º e 10 de julho. Ao longo do dia, as pessoas podem visitar a Feira de Tudo, um espaço para compra, venda ou troca de objetos, roupas, cacarecos e badulaques em geral.
Às 18h é hora do Cine Maloca, com a exibição de documentários dentro do espaço construído a partir de materiais alternativos. A mostra reúne filmes de realizadores indígenas e de diretores como o brasiliense Adirley Queirós.
No segundo sábado, data do encerramento do festival, a programação acolhe um grande piquenique coletivo, com troca de sementes entre os participantes, e abre espaço para um encontro de saraus e uma oficina de graffiti.
A mesa de encerramento acontece às 16h. Em seguida, os participantes caem na música negra com o Quarteirão do Soul, evento itinerante de soul music que ocupa com elegância e estilo as ruas de Belo Horizonte.
A programação artística inclui ainda intervenções, encenação do espetáculo teatral “A Vida dos Homens Infames”, dirigida por Cristiano Burlan, e o “Show de Likes – Fotografia Engajada [Erro 99]”, entre outras atividades.
A grade de shows reúne artistas de cenários e localidades variadas. Além de Siba, alternam-se entre o Bosque da Música e o gramado da Reitoria nomes como Batucanto e Paulo Freire (ambos na terça, 22 de julho), Cinco Mestres do Samba, com Donelisa, Mandruvá, Mauro Saraiva, Plínio Saraiva e Mestre Conga (quarta, dia 23), o paraense Felipe Cordeiro (quinta, 24), Bro MCs e MC Dodô (sexta, 25) e Iconilli (no encerramento, sábado, dia 26).
A programação completa está no blog: ufmg.br/festivaldeinverno.

De volta a BH, após 22 anos
O 46º Festival de Inverno da UFMG é uma realização da Diretoria de Ação Cultural (a DAC) da Universidade Federal de Minas Gerais. Depois de 22 anos de itinerância pelo Estado, o festival concentra novamente suas atividades em Belo Horizonte.
A versão 2014 encerra a Trilogia do Bem Comum, já experimentada nas duas edições anteriores, em Diamantina –onde o festival foi realizado nos últimos 14 anos.
Coordenador do festival desde 2012, César Guimarães considera que esta edição “busca implicar a universidade nos dilemas que atravessam os nossos modos de vida em comum, fraturados por persistentes processos de exclusão e de produção da desigualdade.”
A proposta, neste período, é que o campus seja “tomado por ocupações livres e democráticas dos espaços públicos, povoado por formas de sociabilidade e de conhecimento irrigadas pelas múltiplas manifestações da alteridade, em especial aquelas provenientes das culturas indígenas, afrodescendentes e urbanas.”
“É uma ocasião a ser celebrada”, diz Leda Martins, diretora da DAC. “Além de reintegrar territorialmente o festival à sua casa, ela nos oferece a oportunidade de repensar o seu modelo, rever sua história, integrar nas ações acadêmicas os aportes de sua longa itinerância, potencializar sua inserção nas diretrizes de política cultural da UFMG, criar novos vínculos e parcerias, partilhar sua rica experiência.”

PARA SABER MAIS:
ufmg.br/festivaldeinverno
facebook.com/festivalufmg
twitter.com/festivalufmg

INFORMAÇÕES ADICIONAIS À IMPRENSA

Assessoria Festival de Inverno
ISRAEL DO VALE JULIANA AFONSO
31 9782-6558 31 8734-7999
israeldovale@uol.com.br imprensa.festivalufmg@gmail.com

Assessoria UFMG
PATRÍCIA DUTRA
31 3409-4476
patriciadutra@cedecom.ufmg.br

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